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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"É PURA EXPLORAÇÃO POLÍTICA" - O GLOBO


Para ambientalistas, governo tenta equiparar Dilma a Marina Silva

Representantes de organizações não governamentais da área ambiental classificaram como exploração política a estrutura montada pelo governo para anunciar hoje o menor desmatamento da Amazônia registrado nas últimas décadas.

As presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no evento, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona provisoriamente a sede da Presidência, estão sendo entendidas como uma jogada de campanha eleitoral para 2010.

No entendimento do coordenador de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Osvaldo Stella Martins, é evidente o uso político no evento. Para ele, o objetivo é dar uma "roupagem ambiental" a Dilma Rousseff e confrontá-la com a ex-ministra Marina Silva (PV-AC), possível candidata à Presidência, que tem como principal bandeira o meio ambiente.

— É claro que se trata de pura exploração política. O governo está investindo para dar um ar ambiental à Dilma num cenário político que tem, do outro lado, alguém com histórico nessa área, no caso a Marina Silva — disse Osvaldo Martins. Leia mais em O Globo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Terrorismo verde no Congresso Nacional


É dura a vida dos deputados e senadores. Não bastasse a perseguição ferrenha da imprensa golpista, agora têm que conviver com o terrorismo ecológico nas cercanias do Congresso Nacional. A marcação é ferrenha e sem tréguas e já se avizinha uma invasão por água e ar.

Na madrugada de sexta-feira (6), uma capivara, provavelmente treinada por organismos especializados em práticas heterodoxas verdes, esquivou-se sorrateiramente do seu habitat o Lago Paranoá. Após um deslocamento de cinco quilômetros, entrincheirou-se no espelho d'água do Congresso para preparar a invasão ao Parlamento brasileiro.

Um diligente policial legislativo percebeu, às 6 horas, os movimentos nada bem-intencionados do elemento e tratou de chamar a Polícia Florestal uma vez que não está capacitado para realizar uma operação de tamanha envergadura. Há informações ainda não confirmadas de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, CIA e o Mossad (serviço de inteligência israelense) foram acionados para levantar a folha corrida da capivara terrorista. Pedido feito pelo presidente do Congresso, José Sarney.

A operação foi eficiente. Preparados para o combate com um bote, uma rede e um puçá, armas de última tecnologia importadas da França junto com os caças Rafaele, os policiais capturaram a capivara guerrilheira quase quatro horas depois de avistada. A demora foi justificada. No deslocamento, os militares descobriram uma companheira que se conduzia à Esplanada dos Ministérios para reforçar o cerco ao Congresso. Graças ao Divino foi capturada no caminho.

Para a tranquilidade dos parlamentares, o elemento foi colocado na cela e conduzido para exame de corpo de delito no Zoológico de Brasília. Os policiais florestais informaram que, depois dos procedimentos habituais de recolhimento das digitais, fotografias e tomada de depoimento, a guerrilheira será colocada em prisão domiciliar no Lago Paranoá.

Mas atenção senhores e senhoras parlamentares, o movimento não acabou. A ameaça vem do ar. Postada estrategicamente no gramado em frente ao Congresso, uma frota de tetéis - pássaro nordestino que, segundo reza a lenda, não dorme – prepara-se para a invasão.

A guerrilha dos tetéis já começou. Montaram suas bases no gramado e colocaram seus ovos para criar futuros deliquentes guerrilheiros. Numa ação conjunta, agentes secretos da Polícia Legislativa, Polícia Federal e Abin, disfarçaram-se de jardineiros para tentar desmontar a ação.

As iniciativas, até o momento, foram em vão. Alertas, os tetéis atacam com razantes e bicadas certeiras os defensores da democracia brasileira. No bunker montado às pressas, os estrategistas federais traçam uma novo plano de defesa. O ministro Jobim já foi convocado. A ver...

domingo, 1 de novembro de 2009

CARTILHA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA SOBRE TRANSGÊNICOS É PROIBIDA DE SER DISTRIBUÍDA


É isso aí amigos(os). Encontrei no site esse texto muito interessante. Já que o Ministério da Agricultura está proibido pela Justiça de distribuir a cartilha sobre os malefícios do consumo de alimentos transgênicos e/ou produzidos a partir da utilização de agrotóxicos façamos a nossa parte. Segue o alerta dos amigos do Curupira:

"O Olho do Consumidor – Amigos, há tempo que venho alertado sobre os perigos dos alimentos transgênicos ou cultivados com agrotóxico no site do Curupira, finalmente o Ministério da Agricultura lançou uma cartilha informando a população sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, bem como sobre a questão dos produtos transgênicos que “colocam em risco a diversidade de variedades que existem na natureza”. Porém essas cartilhas não serão distribuídas porque a indústria dos alimentos transgênicos (MONSANTO), entrou com uma ação que impede sua distribuição. A cartilha foi ilustrada pelo Cartunista Ziraldo e ainda é possível encontrá-la no site:www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ENQUANTO BRINCAM DE GOVERNAR PAÍSES...


Foto: Greenpeace
ALISTER DOYLER
da Reuters, em Oslo (Noruega)

Cientistas estão surpresos com a extensão do degelo na Antártida e na Groenlândia, mostrou um estudo nesta quarta-feira (23) que pode ajudar a prever o tamanho do aumento do nível do mar associado à mudança climática.

Análises de milhões de imagens a laser de satélites da Nasa (agência espacial norte-americana) revelaram que a maior perda de gelo foi causada pela aceleração do fluxo das geleiras em direção ao mar, de acordo com cientistas do Grupo Britânico de Pesquisas Antárticas (BAS, na sigla em inglês) e da Universidade de Bristol.

"Estamos surpresos em ver um padrão tão forte de diminuição de espessura das placas de gelo por áreas tão grandes da costa --é um fenômeno amplo e em alguns casos se estende por centenas de quilômetros em terra", disse Hamish Pritchard, do BAS, que liderou o estudo.

"Nós acreditamos que as correntes oceânicas aquecidas que atingem a costa e derretem o gelo são a causa mais provável da aceleração do fluxo das geleiras", afirmou em comunicado.

"Esse tipo de derretimento do gelo é tão pouco compreendido que continua sendo a parte mais imprevisível do aumento futuro do nível do mar", acrescentou. O BAS afirma que o estudo deu o "quadro mais amplo" até aqui do derretimento do gelo.

O aumento do nível do mar causado pelo degelo de grandes quantidades de gelo na Antártica e na Groenlândia pode ameaçar ilhas do Pacífico, áreas litorâneas em todo o mundo e cidades como Londres e Buenos Aires.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, disse neste mês que o aquecimento global, provocado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, pode aumentar o nível do mar de 0,5 a 2 metros neste século --mais do que a maioria dos especialistas tem antecipado.

Entre as conclusões, o estudo desta quarta-feira mostra que 81 das 111 geleiras com degelo rápido na Groenlândia têm diminuído a uma velocidade duas vezes mais rápida que áreas de degelo mais lento na mesma altitude.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A triste resposta de Carlos Minc


Fonte: O Dia com comentários do Blog

Num debate nada politicamente correto, o ministro do Meio Ambiente respondeu com ironia e mesma falta de tato às declarações do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que seria "viado e maconheiro". Tal afirmação foi feita por Puccinelli à empresários e comerciantes, numa reunião na sede de governo sulmatogrossense, com quem debatia sobre o zoneamento agroecológico da cana-de-açucar.

"Ele tem uma visão muito interessante sobre homossexualismo: eu é que sou veado e ele é quem quer me estuprar em praça pública", disse o ministro. Em nota oficial, Minc subiu o tom: "É um truculento ambiental que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açucar. Essa declaração revela o seu caráter".

As repercussões em defesa dos veados obrigaram o governador "truculento" a se desculpar em público pelas infelizes declarações. Segundo ele, tais afirmações não passaram de "brincadeira". Não satisfeito, ainda completou que elas "restringem-se ao ambiente do debate técnico e político".

Se o "debate técnico e político" de Puccinelli acontece neste nível imaginem do que não deve qualificar seus desafetos nas reuniões ditas "privadas". Qualquer tentativa de exercício mental, neste sentido, seria gasto desnecessário de energia, além de incorrer na mesma baixaria do governador e da infeliz resposta de Carlos Minc.

O que realmente interessa à sociedade é saber o compromisso dos governantes, de todas as esferas de Poder, sobre a questão ambiental e de busca por um novo modelo de desenvolvimento para o país. É uma pena que se perca tempo tão precioso com políticas restaqueras que nada colaboram para a redução do aquecimento da Terra.

Minc é "viado e maconheiro", diz governador do MS


Fonte: Campo Grande News com o Blog

Irritadíssimo, o governador André Puccinelli (PMDB) disparou contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sobre a liberação para o plantio da cana na Bacia do Alto Paraguai (BAP). "É viado e fuma maconha", proclamou à líderes do setor do comércio e da indústria sobre o assunto.

Não satisfeito, o governador partiu para a suruba (sic) pública. Disse que, caso o ministro participe da maratona "Volta das Nações", que acontecerá no Mato Grosso do Sul, vai "estuprar" Minc em praça pública.

"Se ele viesse eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública", declarou no melhor estilo "estupra mas não mata" de Paulo Maluf.

Puccinelli lembrou ainda que Carlos Minc e o ministro Reinhold Stephanes [da Agricultura] divergiram sobre a liberação do plantio de cana na BAP. A “bronca” do governador com o ministro decorre da iniciativa governamental de criar o chamado “selo verde” para a cana, como fez com a madeira amazônica.

Ele acusa Minc de vender o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul para o capital internacional, em troca da certificação do etanol. O governador jura que a plantação de cana em alguns setores na Bacia do Alto Paraguai não prejudica o meio ambiente.

Carlos Minc afirma que nenhum país vai querer comprar álcool produto de devastação da Amazônia e do Pantanal. Por isso, o governo federal está preocupado em vetar o plantio nos dois biomas e garantir o selo verde para o etanol.

Comentário do Blog

Cúpula de Nova York de Meio Ambiente esbarra nas "intenções"


Fonte:Agência France Press
NOVA YORK, EUA — A reunião de cúpula da ONU sobre o meio ambiente permitiu aos líderes do mundo proclamar a necessidade urgente de se atuar contra o aquecimento do planeta, mas houve poucos compromissos concretos.Um número recorde de mais de 100 países participaram da reunião extraordinária organizada em Nova York na véspera da abertura do debate anual da Assembleia-Geral da ONU.

Os países ricos e os emergentes tentam chegar a um acordo sobre o tema crucial do financiamento da redução das emissões de CO2, já que estes consideram que sem ajuda financeira não podem atuar.

O objetivo era obter avanços suficientes às vésperas da cúpula de Copenhague prevista para dezembro na qual se tentará chegar a um acordo que deverá entrar em vigor quando expirar a primeira fase do Protocolo de Kyoto, em janeiro de 2013, para deter de maneira coercitiva o excesso de emissões de gases causadores do efeito estufa.

No entanto, o encontro de Nova York decepcionou a maioria. Nem o presidente chinês Hu Jintao nem seu colega Barack Obama, que estrearam no foro mundial, fizeram propostas capazes de desbloquear as negociações.

O primeiro-ministro sueco Fredri Reinfelt pediu aos participantes que "saiam do beco sem saída". "Estamos a 76 dias da conferência de Copenhague, mas as negociações avançam de forma muito lenta".

À frente da terceira maior economia do mundo, considerada o país que mais polui no mundo, o presidente chinês, Hu Jintao, se comprometeu a reduzir "significativamente" o aumento das emissões de gases poluentes de seu país daqui até 2020, mas sem indicar números precisos.

Já Obama pediu aos países em desenvolvimento que tomem medidas para reduzir suas emissões, embora tenha admitido que são medidas difíceis de serem adotadas após a crise financeira.

"Todos nós enfrentamos dilemas e dificuldades em nossas próprias capitais quando buscamos uma solução duradoura para o desafio climático", disse Obama.

Durante o governo de Obama, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos adotou este ano pela primeira vez um projeto de lei destinado a reduzir as emissões dos Estados Unidos, mas o texto foi bloqueado no Senado.

O primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, que também participa do foro mundial pela primeira vez, foi um dos poucos a fazer promessas concretas.

Hatoyama disse que a segunda economia mundial reduzirá em 25% suas emissões para 2020em relação ao nível de 1990.

"Um fracasso sobre um acordo amplo em Copenhague será moralmente indesculpável, economicamente míope e politicamente irresponsável", advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O presidente boliviano Evo Morales acusou o capitalismo de ser a raiz profunda do problema e disse que em Copenhague exigirá que os países ricos paguem a "dívida climática".

"O aquecimento global não é uma causa, e sim um efeito, é um resultado do sistema capitalista, que persegue o maior ganho possível, sem levar em conta a vida dos demais", disse Morales.

O presidente do pequeno arquipélago de Maldivas, no Oceano Índico, Mohamed Nasheed, fez um apelo dramático aos líderes mundiais.

As ilhas estão ameaçadas de ficar submersas se o aquecimento do planeta provocar um aumento do nível do mar e Nasheed lamentou que os dirigentes se abstenham mais uma vez de tomar medidas concretas.

"Quando a retórica acabar e os delegados se retirarem, a simpatia se desvanecerá junto com a indignação e o mundo continuará igual a antes", disse Nasheed. "Alguns meses depois, voltaremos ao mesmo", lamentou.

Já o ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, não se mostrou tão pessimista e afirmou que acha positivas as promessas de ações chinesa e japonesa contra o aquecimento do planeta.

"A China mostra um espírito de iniciativa impressionante para lutar contra o aquecimento climático", declarou Al Gore à imprensa, em um foro realizado à margem da cúpula.

Os objetivos de redução, antes de 2020, do aumento das emissões de CO2 da China vinculado a seu crescimento econômico apresentados pelo presidente Hu Jintao "não são insignificantes", estimou Gore.

Ao citar, além disso, os investimentos importantes feitos pela China em termos de energia eólica e solar, Al Gore afirmou que todos esses esforços são importantes.

"E dispomos de todas as indicações que mostram que, em caso de progressos importantes nas negociações (de Copenhague), a China estará pronta para fazer inclusive mais".

Al Gore felicitou igualmente o novo primeiro-ministro japonês e o compromisso de seu país de reduzir as emissões de gás de efeito estufa, além de anunciar um aumento das ajudas aos países pobres na luta contra o aquecimento global.