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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Só para relaxar...

MONTE CASTELO
Autor e compositor: RENATO RUSSO

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A prática do "compartilhar"


Foto: Shutterstock

Compartilhar. São doze letrinhas que, juntas, apresentam uma linda sonoridade. Palavrinha frequentemente pronunciada em mesas de bar, debates estudantis, nas “Duas Torres” da Esplanada dos Ministérios – xiii, como se ouve -, em pregações religiosas. Enfim, nos mais diferentes e prováveis lugares.

Ah Deus, se a cada pronúncia um gesto, apenas um gesto de “compartilhar” fosse praticado por seus ‘pregadores’. Com certeza o mundo seria bem mais bonito, alegre, igual, justo. Como posso eu, de carro novo, me dar ao direito de jogar boca à fora essas quatro letras juntas se, na estrada, não paro para uma simples carona à um pobre que, do alto da baixa umidade do ar que abate Brasília, aguarda uma atitude Cristã?

Não, não posso. Com certeza, faço parte desta maioria festiva de boteco, ou de suas coberturas de alto luxo, que pregam a necessidade de se compartilhar mas desconhecem a vida daqueles que os servem, suas angústias e necessidades. Praticar o compartilhar é o desenvolvimento sustentável.

Compartihar é o start do mundo para um novo modelo de vida. É se despojar de uma vez por todas do apego ao material. É viver em comunidade – e como estou só –, feliz, sem a preocupação do “ter” mas do “ser”. Não ser maior, mas ser justo, alegre, compadre mesmo. É dar aquele copo de açúcar que necessitam para no finzinho da tarde comer o bolo com café tirado do bule.

Texto piegas, de boteco? Pode ser. Mas eu quero melhorar e, até o fim da minha vida, conseguirei se não praticar o compartilhar em toda sua essência, pelo menos dar o copo de café que meu vizinho necessita.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

UMA GAVETA DESARRUMADA



Uma gaveta bagunçada. Talvez, esta seja a melhor definição para a minha cabeça neste momento. Variados pensamentos simultâneos numa velocidade supersônica, outras bem ao estilo Rubinho Barrichello, percorrem as estradas traçadas pelas minhas conexões nervosas. Às vezes, penso que vou endoidar de vez.

Creio que necessito de um choque de ecologia mental. É, casa de ferreiro, espeto de pau. Agrofloresteiro, mateiro, agora me vejo prisioneiro de meus pensamentos, infindáveis pensamentos. Tenho mesmo que fazer uma faxina violenta, mas como e por onde começar? Trata-se de um desafio tal e qual montar um Mustang.

Sentei em frente ao notebook com o objetivo de escrever outras coisas e agora, por exemplo, me pego no terceiro parágrafo de pura abstração. E daí? O que, de palpável, quis dizer até agora? Ô cabrinha prolixo...

Pois é minha gente, às vezes bate uma solidão que dói na alma mesmo estando acompanhado de várias pessoas, ou não. Em outras, sinto a necessidade de me entocar de vez. Não raro, tem passado a vontade de me picar para o mato de vez. Fuga, dirão alguns. Começo a aprender – graças à Deus – a não julgar de imediato, ou, simplesmente, não julgar nada.

Pois é, este é mais um daqueles textos de momento de insônia, dedilhado em momento de insônia, às 05 da manhã. É mais uma faceta do Marcos Chagas, Marquinhos, Muka ou quem quer que eu seja. Abraço à todos(as).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

MEIO AMBIENTE - PAULISTANOS QUEREM MAIS VERDE

Fonte: Greenpeace

São Paulo, a maior cidade brasileira, é uma selva de pedra. Isso não significa que o paulistano não tenha consciência ambiental.

Infelizmente, o que se vê em uma pesquisa feita pelo Movimento Nossa São Paulo, com a colaboração do Greenpeace, é que o paulistano está insatisfeito com seu contato com o verde - ou melhor, com a falta dele. De 1 a 10, a nota média de satisfação com a área é de 4,6. Mais da metade dos entrevistados acha que faltam coleta seletiva, mais áreas verdes (e mais próximas), melhor conservação dos parques e praças que existem, melhor controle da poluição sonora, atmosférica e das águas e mais fiscalização.

Em nenhum ponto o paulistano está satisfeito com a relação da cidade com o meio ambiente. É preciso integrar os dois pontos, para melhorar a vida de todos.

'MARDITA' INSÔNIA

Abri o word na intenção de postar algo em meu blog neste momento de insônia. Mas, o que? Tomado por uma confusão mental e de coração, tudo desaparece na rapidez de uma onda que se deixou passar. Um jacaré perdido.

Pois é, doidão sem usar uma droga sequer. A não ser as prescritas pelo médico e compradas na farmácia com a devida apresentação da receita como disse, um dia, o “velho” Ulysses em resposta ao então presidente Collor.

Ando meio de saco cheio. Sinto que minha vida foi tomada pela rotina do jornalismo. Preciso respirar, descobrir vida fora desse emaranhado no qual me meti e, agora, me enrolei mais do que bobina. Ao mesmo tempo, as contas são colocadas diariamente na caixa de correio e não tem o mínimo interesse em divãs. Pague-se!

Hora de parar para um freio de arrumação? Pode ser, mas cadê a coragem para meter o pé no pedal. Pensar dói. Ainda mais quando o endereço leva direto à nossa alma. Por outro lado, o tapete está cheio e forma aquela barriga insustentável de peru da Sadia.

É, e eu que tanto sacaneava a tal crise dos 40. Mifu (sic). Pois, então, para quem não tinha nada de caso pensado quando dedilhou as primeiras letras até que saiu alguma coisa. Se presta ou não é outra história.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Marcos Chagas 2010


Imagem: Google
Quem sou eu? Perdi rumo, perdi prumo. As convicções caem, uma a uma, por terra todos os dias. Se enveredo por um caminho, um beco que seja, considerando que as coisas mudarão e por ali me encontrei as dúvidas crescem que nem bolo no forno. De preferência que seja de fubá.

Mangue Sêco, elixir de todas as dores, já não alivia mais. Tudo bem, neste quesito prefiro manter minha pescaria de rede ao amanhecer, descansar numa rede a beira-mar por duas horas, comer aquela pescada amarela que, de bobeira, caiu na rede e subir as dunas lá pelas 17 horas para ver o pôr do Sol.

E não me venham os “verdes”, tribo da qual faço parte, condenar minha pescaria de rede. Antes de qualquer manifestação pró-pescada deixo claro que todos os pequeninos que caem na malha são devolvidos ao mar.

Estão vendo? Até no texto eu perco o rumo. A cabeça não tem mais raciocínio lógico. Ao contrário, se perde em pensamentos contraditórios. Um dia quero um apartamento, no outro me entocar numa fazenda em Cavalcante (GO), Chapada dos Veadeiros.

“Você precisa voltar à terapia”, “Está muito ocioso”, “Não gosta mais de mim?”. Puta merda, diarimente ouço isso de diferentes pessoas, todas que amo muito. O problema está aqui dentro, no meio do peito. Alguém tem um forcéps para me emprestar? É isso aí gente, este é o Marcos Chagas que emerge em 2010.

É neste contexto que esse blog começa a ganhar vida própria. Já que não consigo sair deste labirinto, então que o caminho percorrido dê vida a está página. E para quem acha que, por conta disso, me tornei amargo, negativo, ledo engano. Preservar minha alegria e o desafio de levar o riso àqueles que me cercam durante o dia continua a ser diário. Por enquanto é só pessoal...

2010

Ano de eleição, Copa do Mundo, mudarei um pouco o foco desta página dedicada, desde o nascimento, a temas ambientais e políticos por tabela. A partir de agora deixarei como espaço para compartilhar todo e qualquer pensamento, experiência, que julgue interessante. Seja o que Deus quiser, o bicho começa a ganhar vida própria.

Não significa que abandonarei os assuntos que dizem respeito ao meio ambiente, seja por comentários próprios ou replicando informações de outras páginas.